Os sócios da APS foram informados na Assembleia Geral de 08 de Abril de 2006, pela Direcção da APS, que havia uma "prática difundida entre as empresas de apoio respiratório domiciliário de oferta de registos poligráficos de sono nocturno em ambulatório e nas instalações de hospitais públicos e consultórios privados com colocação de material por pessoal nem sempre qualificado e entrega indiscriminada dos exames aos médicos prescritores, os quais as empresas são incompetentes para avaliar da sua idoneidade na interpretação dos mesmos. As empresas visadas fornecem o serviço alijando responsabilidades que transferem para o médico prescritor e têm interesse comercial no tratamento ventilatório que poderá ser subsequentemente prescrito, o que cria um viés potencial de referenciação relativamente às marcas concorrentes, com evidentes repercussões de ordem ética.
A Direcção deu conta da carta que escreveu às Empresas denunciando esta situação irregular e requerendo resposta das mesmas no sentido de se comprometerem a cessar este tipo de iniciativa. A generalidade das empresas admitiu tomar essa medida, com excepção de uma que tenciona manter a prática e os contratos entretanto celebrados com diversas instituições, nomeadamente Hospitais Públicos. Foi seguidamente aprovada uma proposta de tomada de posição da APS a enviar a várias instituições oficiais, nomeadamente o Ministério da Saúde/Direcção Geral de Saúde e Administracões Regionais de Saúde, denunciando esta situação irregular de má prática e usurpação de acto médico por empresas sem capacidade para tal." (da Acta da Assembleia Geral de 8/4/2006)