ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE SONO


 

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MANIFESTO ELEITORAL DA LISTA A

Marta Gonçalves
Médica Psiquiatra
martagoncalves@sapo.pt

Assunto: Eleições para os corpos sociais da Associação Portuguesa de
Sono, em 17 de Maio de 2008

Caros Colegas,

Dentro de dias, seremos chamados a pronunciar-nos sobre o futuro da nossa
Associação. Escrevo-vos em nome da Lista A, uma lista que adopta o lema:

“ Pela Medicina do Sono”

Pois este é o momento de conhecerem os nossos princípios e propostas. O principal
objectivo da APS é o de promover todas as formas de acesso à Medicina do Sono,
nomeadamente por parte dos sectores mais desfavorecidos da nossa sociedade. Assim a
nossa associação assume estatutariamente, todas as acções que visem a investigação,
desenvolvimento e divulgação dos temas relativos ao estudo do sono e das suas
perturbações.

Identificados com este objectivo de acção, entendemos encabeçar um projecto a
apresentar nas próximas eleições de 17 de Maio de 2008.

O projecto “Pela Medicina do Sono” contará não só, com alguns membros dos actuais
órgãos sociais, como também, com um novo grupo de colegas que representam uma
mais-valia. Para além da comunhão de ideias e objectivos deste grupo, existe em todos
uma certeza:

-Candidatamo-nos porque não nos acomodamos.
Foi para nós uma preocupação central reunir um conjunto de profissionais que para
além de competência tenham uma saudável dose de inconformismo que nos permita
trabalhar em prole das novas expectativas e das novas exigências

-Candidatamo-nos porque ao longo destes anos, em que muitos de nós
estivemos ligados à APS, nos tornamos responsáveis por um conjunto de novas e
saudáveis expectativas que foram criadas.

A evolução técnica da profissão foi exponencial, a forma como se organiza o Sector da
Saúde em Portugal, na Europa e no mundo está em mudança. Entre outros factos, estes
fizeram aumentar a expectativas de todos em relação ao sector da Medicina do Sono.
Mas estamos cientes de que, a forma como todos os profissionais desta área também
foram respondendo, e, sobretudo, antecipando as respostas a estas questões coloca um
nível de exigência e de expectativas elevados.

A APS já cumpriu as suas fases de fundação e de afirmação institucional. Estamos a
entrar numa 3ª Geração de questões e expectativas. Tirando alguns aspectos de
pormenor, o que os nossos estatutos consignam mantém uma total actualidade. A forma
de atingir os fins estatutários é que evolui e pede novas e mais exigentes respostas. O
grande desafio de hoje é tornar a APS num organismo representativo do sector, que
garanta aos seus associados a sua representação institucional mas também contribua
para a evolução permanente de cada um de vós.

Caros colegas,

Após vários contactos e reflexões, e norteados pelos princípios acima apresentados,
formamos uma equipa que agora vos apresentamos. Acreditamos que, neste momento, é
o conjunto de profissionais que melhor defenderá o programa que elaboramos e para o
qual solicitamos a vossa atenção e reflexão. Estamos também certos que, a maioria de
vós, se revê nas propostas e ambição. Todavia, estamos e estaremos sempre disponíveis


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Programa de candidatura

Em Portugal nos últimos anos, têm proliferado os ditos “especialistas em sono”, vindos
de todos os locais e especialidades, alguns deles sem qualquer preparação específica na
área. Numa altura em que a grande maioria dos Países Europeus se preocupa em
regular a actividade, certificando os seus centros e especialistas de sono, em
Portugal caminhamos no sentido inverso.

Ora, tal não é admissível. Temos um passado, em que muitos investiram nesta área de
especialização e, hoje os nossos profissionais são reconhecidos, clínica e
academicamente, nacional e internacionalmente. Demonstramos, quotidianamente nos
nossos consultórios, clínicas, centros de saúde e hospitais e em várias manifestações
científicas a qualidade que possuímos e o quanto estamos apostados no futuro.

Hoje, teremos como missão a regulamentação da nossa actividade e a certificação de
centros, especialistas em Medicina do Sono e somnologistas.

Temos como exemplos os casos de muitos países da União Europeia que tem vindo a
trilhar caminhos que melhor garantem os interesses de todos, médicos, técnicos e
doentes. Teremos também que dentro das nossas especificidades estipular quais os
nossos objectivos neste processo e qual o cronograma a que nos obrigaremos.

Este percurso não se fará de forma isolada: os nossos profissionais, a Ordem dos
Médicos, o Ministério da Saúde e os seus organismos, a comunidade científica e
académica, a indústria, a Comunicação Social e outras organizações ligadas à saúde,
com todos teremos que trabalhar.

É essencial cultivarmos e afirmarmos a nossa credibilidade para, perante todos, sermos

o interlocutor mais qualificado e, por maioria de razão, incontornável.
Reunimos entre nós elementos de grande qualidade técnica e científica, e assim teremos
que ocupar no contexto da União Europeia o lugar a que podemos aspirar.
Para tal, torna-se a nosso ver essencial que, de forma assertiva e concertada, assumamos
os seguintes objectivos:

-A criação da competência ou sub-especialidade médica em Medicina de sono, a nível
da Ordem dos Médicos, de acordo com as regras europeias.

-A acreditação dos centros de Medicina de Sono de acordo com as regras e
metodologias reconhecidas no espaço da União Europeia.

-A acreditação, com base em modelos de formação adequados, e apontando para uma
visão de qualidade global, dos vários profissionais de saúde, não médicos, na área da
Medicina do Sono

-A colaboração, divulgação e participação no Congresso Europeu de Sono, que terá
lugar em Lisboa, em 2010, e que constituirá um marco na nossa afirmação.

-A criação de um portal atractivo, bilingue, que divulgue e aumente a visibilidade da
nossa associação a nível nacional e internacional.

-A promoção da organização de reuniões científicas, temáticas, nas diversas regiões do
País, facilitando o acesso de todos os interessados às mesmas.

-A organização do Curso de Perturbações do Sono, em 2009, dentro da habitual
alternância Curso/Congresso.

-A criação de condições efectivas para um progressivo envolvimento multidisciplinar
na área da Medicina do Sono, através de acções formativas nas diversas especialidades,
orientadas para profissionais e investigadores

-A implementação de um programa de sensibilização para a importância da Medicina
do Sono dirigidas a associações ou instituições públicas e privadas de importância
estratégica

-O desenvolvimento de capacidades efectivas de intervenção e da promoção de
diligências adequadas, e em tempo útil, sempre que tivermos conhecimento de todo e
qualquer desvio às boas práticas da Medicina de Sono ou mesmo da utilização abusiva,
do bom-nome desta área.

Os propósitos desta candidatura são, no seu essencial, promover e contribuir para a
melhoria da qualidade técnica e científica da Medicina de Sono realizada no nosso
País, para que esta se torne progressivamente mais criteriosa e exigente, regulada por
critérios Europeus e assim, com futuro reconhecimento a nível Internacional.

Por fim, é essencial que reunamos todas as nossas forças e competências para nos
mantermos unidos e, discutindo a cada momento, de forma construtiva e enriquecedora
prosseguindo um objectivo comum de melhoria e qualificação crescente.

 


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Lista A:

Assembleia-Geral

Presidente: Moutinho dos Santos
Secretário: Rui Costa e Sousa
Secretário: Clara Santos

Direcção

Presidente: Marta Gonçalves
Secretário: António Atalaia
Tesoureiro: Ana Rita Peralta
1º Vogal: Monteiro Ferreira
2º Vogal: Marta Drummond

Conselho Fiscal

Presidente: Conceição Pereira
Vogal: João Ramalheira
Vogal: Richard Staats
Vogal: António Martins
Vogal: Lígia Ferreira

 


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